No dia 19 de fevereiro de 2008, no fim do expediente, proprietários e funcionários de uma loja de motos na Vila Casoni estavam guardando os veículos no prédio. Foram interrompidos pelo soldado Cunha que disse que iria multar uma moto que estava sendo manobrada. Francisco Carlos dos Santos tentou convencer o soldado de que estava apenas guardando o veículo após um dia de trabalho. O soldado mandou o comerciante calar a boca. “Na mesma hora, me apresentei como proprietário do estabelecimento e disse que não iria me calar, pois não tinha feito nada de errado e nem mesmo faltado o respeito ou desacatado o mesmo.O soldado disse que se não me calasse iria me prender por desacato. Mas eu disse que não via motivo algum para isto e que estava no meu direito de argumentar e não iria me calar”, explica Francisco.
Francisco ligou para o 190 para que a polícia enviasse uma viatura para conter o soldado Cunha, que estava nervoso e desequilibrado, neste momento o soldado começou a golpear o comerciante com as mãos, caindo no chão sobre ele. Quem estava ao redor tentou impedir a continuidade das agressões e foram ameaçados pelo soldado que sacou sua arma, apontou para os presentes e chamou reforços.
Várias viaturas chegaram, inclusive na contramão (lembrem-se, a queixa do policial era uma manobra da moto na calçada), até o Choque estava presente. Absurdamente, Francisco, que era a vítima da violência policial, foi algemado e preso. Outro comerciante, André, disse: “Polícia em vez de prender ladrão fica prendendo trabalhador!”. Francisco conta a seqüência: “A partir deste momento instalou-se o caos no local, os policiais do choque foram todos para cima deste cidadão e começaram a agredi-lo com violência. O André correu para dentro de uma vidraçaria e ao persegui-lo, os policiais quebraram quase que toda loja e continuaram a espancar o cidadão”.
A atuação abusiva do soldado Cunha não era novidade, dias anteriores já havia aplicado multas injustas e irregulares.
Francisco já fez as denúncias aos superiores do soldado Cunha, mas nenhuma providência foi tomada, ainda mais que os policiais são julgados por seus próprios colegas. A única forma de frear essas demonstrações de abuso de autoridade e violações dos direitos humanos é criar um movimento forte.
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