
“Assisti horrorizada no jornal da tevê a policia invadindo a escola em massa como se fosse um presídio ou uma rebelião, os alunos sendo abordados em suas classes pelos policiais, tendo suas mochilas remexidas e sues corpos tocados na procura de sabe-se lá o que como se fossem bandidos pegos em uma caçada policial! “ (Carta de uma mãe no JL de 07/11/07)
A carta de uma mãe transcrita acima revela a revolta provocada pela violência policial ocorrida durante a revista que, de acordo com a própria Folha de Londrina de 6 de novembro de 2007 “surpreendeu” a todos.
“Cerca de 200 homens, acompanhados pelo coordenador estadual das patrulhas escolares do Paraná, major Loemir Mattos de Souza, realizaram vistorias simultâneas em todas as salas de aula do colégio, com o objetivo de buscar e apreender materiais não pedagógicos, armas ou até mesmo drogas.
Distribuídos em 38 salas, cerca de 1,5 mil alunos estudam no colégio no período da manhã e todos tiveram suas bolsas vistoriadas, além de terem passado por vistoria pessoal” (Folha de Londrina, 6 de novembro de 2007)
Não foi a primeira vez que estudantes de escolas pública são submetidos a tratamento vexatório. Em várias oportunidades, a patrulha escolar entrou nas escolas para revistar e ou prender estudantes em flagrante desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que afirma ser crime “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade a vexame ou constrangimento” (art. 232).
Estes procedimentos vêm se tornando corriqueiros e são parte de uma ideologia da violência máxima praticada pelas autoridades como suposto método para coibir a violência. Na verdade, esta violência é descarregada sobre estudantes de periferias e de escolas públicas, pois, até onde se sabe, nenhuma escola particular foi invadida com revistas semelhantes.
Acredito que constragimento igual ao ser abordado por um bandido, com uma arma apontada para a cabeça, não há.
ResponderExcluirNão faz parte da ideologia e função da Patrulha Escolar, ou melhor, da Polícia Militar o uso da violência. O texto não deixa claro como e quais situações estão sendo feitas essas averiguações. Porém deve-se salientar a Segurança Pública é dever do Estado e RESPONSABILIDADE de todos. O que temos feito em favor da segurança?
Na situação atual, uma abordagem policial não deve ser considerada "CONSTRAGIMENTO", dentro dos limites da lei, é claro.
Drogas estão por toda parte e, fortemente, entre os jovens, cujo ponto principal de negociação são as escolas, principalmente, pela cobertura que a lei dá.
O trabalho desenvolvido pela Patrular Escolar em nosso Estado, abrange: paletras com o corpo docente; discente; pais e comunidade. Policiamento Ostensivo e Preventivo, com combate ao tráfico de drogas e delitos próximos ao colégio. Tudo para proteger seu filho e professores.
Soldado PM RICARDO, Patrulha Escolar do Estado da Paraíba.
Estou oferecendo a esta estimada pessoa responsável por este tópico, uma estadia com tudo pago por mim aqui em minha cidade para me acompanhar durante uma semana no trabalho da patrulha escolar, onde veremos o dia a dia de todos os profissionais da área de educação e alunos de escolas públicas e particulares; todavia não acredito que essa pessoa tenha algum filho sendo aliciado dentro de sua escola por traficantes disfarçados de aluno, ou mesmo uma filha menor de idade que esteja sofrendo aliciamento sexual ao redor de sua própria escola no horário de aula enquanto ela pensa que a filha estuda.Mas fica aberto meu convite e também uma sugestão para uma participação mais responssável dessa pessoa que não vi postar aqui nenhuma ação que possa ser feita para proteger nossas crianças das drogas e da violência!
ResponderExcluirSgt Helcymar, Patrulha Escolar de Cel Fabriciano,MG
acredito que quando essa mãe sentir e vir o que eu vi numa sala de aula em cascavel onde uma aluna morreu com um tiro na cabeça sentada na carteira, jamais iria criticar a revista se fosse permitido ao policial entrar nas salas e fazer revistas geral isso jamais aconteceria. pensem nisso antes de que a vitima seja um de voces
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